DICAS PARA PALESTRANTES , DEBATEDORES OUTROS…

À GUISA DE  APRESENTAR DICAS COMO EXPOSITOR OU DEBATEDOR

By Alexandre Guedes (*)

 

Nunca diga às  pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito e elas surpreenderão você com sua engenhosidade.

George Patton 

 

Em geral nas palestras e debates em que tive a honra de ser convidado ou para ser palestrante ou debatedor em minha aldeia – sublime torrão, no restante do Brasil ou no exterior,  sempre observei que há entre os convidados para fazer parte da mesa de expositores, uma visível  confusão do seu  papel enquanto protagonista do evento.

 

Os organizadores do evento, ao elaborarem o temário vão mensurando o perfil dos palestrantes  entre aqueles que por sua qualificação, cargo, função ou posição socioeconômica, despontam como formadores de opinião. Sua imagem, postura, estudos, opiniões e publicações  o torna pessoa paradigmática  de notório saber.

 

Eles recebem o nome de  Conferencista, Expositor, Painelista, Seminarista, Palestrante,  Facilitadores e    Debatedor,   conforme a função que  exercem no evento, duração, tema ou metodologia aplicada para o repasse de conhecimentos ao publico alvo, que às vezes são chamados pelos desavisados de platéia. Porém, este termo se adequa muito mais a eventos de cunho artístico, cultural ou shows . já para os que comentamos acima se adequa o termo “assistência”,  posto que assistem  a exposição  de suas idéias ou  sábios ensinamentos.     

 

O termo que irei usar no presente texto para representar  todos eles será o de Expositor, salvo o debatedor.    O primeiro citado,  ao ser convidado para desenvolver um tema,   deve pesquisá-lo profundamente,  visando se atualizar sobre as novidades deste,  e assim  preparar um texto que deve ser entregue à organização do evento para o qual foi convidado em  até 48 horas antes do seu início , para que possa ser reproduzido e inserido no Kit do material a ser distribuído à assistência e possa  constar  no ANAIS,   que hoje devido aos recursos e novas tecnologias são enviados ao endereço cedidos pelos  participantes em CD.

 

O exercício da critica, passa pela capacidade não de falar o que já  está explícito, mas sim fazer ressaltar o que jaz implícito. Tal assertiva se consubstancia quando o convidado é identificado pela organização como  Debatedor. Este  em geral é uma pessoa  que deve se posicionar  como um espectador ou assistente de reconhecido posicionamento critico,  divergente ou convergente com a exposição desenvolvida pelo Expositor,   devendo ele  apontar e dirigir a linha de discussão doravante, para  pontos  que considera fundamentais,  mas  que  não foram explicitados  o suficiente para o completo entendimento da complexidade do tema, ou  ainda;   deve fazer  saltar aspectos  que se tornaram implícitos, ressaltando-os   para que o Expositor possa na sua segunda intervenção  realizar   o  necessário aprofundamento, posto que foi esse o  motivo do evento.

 

Porém quando o tipo de evento coloca o debatedor como  único no debate, este tem uma responsabilidade maior do que os outros, posto que  deve se preparar sobre o tema a ser desenvolvido pelo palestrante, inclusive  de tal modo  que na eventualidade do expositor  não comparecer ao evento, poder substituí-lo a contento. Porém sua principal tarefa após a intervenção dos  expositores, não é  fazer uma palestra paralela,  e sim suprir lacunas na exposição, deixadas pelo palestrante, buscando provocar com perguntas pertinentes, o  aprofundamento do temário que  identificar como imprescindíveis.

 

O debatedor é o que estimula o contraditório. É ele que fala  após ouvir o expositor  apresentar sua visão e conhecimento da  linha ideológica,  teórica ou doutrinária sobre o tema. Age como um debatedor a favor ou  contrario ao que foi apresentado.  Se for dois,  ambos devem apresentar a sua divergência em relação ao tema exposto pelo expositor  em breves  anotações,  previamente preparadas,  enriquecidas pelas anotações feitas nas digressões;  porém, deve ser sucinto, observando  que não se deve confundir omissão com concisão.

 

Ao  iniciar a sua participação é elegante o debatedor  elogiar o expositor  e tecer comentários elogiosos e curtos sobre alguns tópicos,  requerendo que este explique algumas dúvidas ou  esclarecimento sobre entendimentos hermenêuticos. Pode e deve  exercer o papel de um espectador crítico e exigente; tecendo comentários provocativos  e polemizantes para estimular o debate com a assistência….          

 

 O mundo hoje  vive on-line, a mídia age interativamente e em tempo real, o que tornou    relativos as circunstância de tempo e distância, entre o local e o global. É tanto,   que a frase que está na ordem do dia  altermundista é: “ A Construção de Um outro Mundo é possível, somente com um Agir localmente e Pensar Globalmente” .

 

Diante destas premissas , nas reuniões de  Grupo de Trabalhos – (GT)/Grupo de Discussao (GD) ou Mesa Redonda (MR) ou Roda de Diálogo (RD), com membros de assessorias, consultorias,  chefias , coordenação, ou  diretorias, deve ser cediço que  os representantes destas profissões,  cargos ou   funções  devam  vir para a reunião com idéias resolutivas já amadurecidas com o uso de novas tecnologias em um e.grupo.  E no encontro pessoal em plenária,   a pauta já deve ter sido construída , debatida e aprovada 48 antes de sua   realização,  de forma coletiva entre os seus pares. Portanto, os  assuntos devem ser esmiuçados  em detalhes  e por fim deliberadas as propostas  pelo coletivo.

 

É de bom alvitre que haja sempre a  redação de uma ata da reunião plenária,  com um coordendor e um relator . Nos coletivos em que  haja presidente e na a ausência de um Secretário Permanente,  deve haver a eleição de um  Secretário ad hoc.  

 

Minha  humilde experiência como dirigente partidário, de Organizações Governamentais e Não Governamentais,  no Brasil e no  Exterior, me levaram como líder,   a  apurar uma  técnica em Organização e Métodos,  que apontam para uma metodologia das reuniões de trabalho,  onde o assunto não vem para discussões no plenário, este,  já vem apenas para deliberações, já que os temas são de conhecimento de todo o e.grupo, já tendo sido determinado durante os debates no Chat (sala de bate-papo virtual). E Já foi quando dado  e vencido o prazo para apresentação de opiniões e requerimentos diversos,  devendo ser  interpretado o mutismo como concordância com o que foi apresentado. Restando  desnecessário os debates em plenário. Com este método, se  privilegia o  momento de interatividade ao vivo,  e de construção da sinergia,  sendo apenas para supressão, adição ou modificação do que já foi  apresentado pela Secretaria  e/ou   relatoria no momento da  plenária .

 

Saliento  que  a despeito do uso de novas tecnologias como Reuniões virtuais, com Teleconferências com Web Can e grupos de discussão pelas infovias chamados e.grupos, se torna ainda  insubstituível o  encontro pessoal, onde  se tem o contato “olho no olho”,   e há a descoberta  e o fascínio pelos  que tem  carisma, onde a simpatia, atitudes e posturas são construtores de lideranças e denunciativas de falsas-lideranças,  que não foram formadas em embates democráticos, e sim deformadas por contaminação de exemplos de liderancas   autoritárias e personalistas.

 

Sendo assim as “chatas” reuniões se tornam  motivadoras,  rápidas, objetivas, e  acima de tudo produtivas. Sobrando tempo inclusive para unir o útil ao agradável: leitura de textos de auto-ajuda, filosóficos,  poesias,  realização de passeios turísticos, happy-hour  e inesquecíveis bebemorações..

 

Avante que o campo é fértil e a colheita  alvissareira.. Pois jacaré parado vira bolsa!

 

(*) Advogado, Filósofo, Especialista em direitos Humanos. Militante de Direitos Humanos.- Presidente da Comissao de Direitos Humanos da OAB/PB. 

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