A TORTURA ONTEM E HOJE…

A TORTURA ONTEM E HOJE…

No ultimo dia 10 de outubro comemoramos o Dia Mundial contra a Tortura. A dor e as seqüelas  que ainda hoje  são provocadas às pessoas vítimas da crueldade e do  tratamento desumano e degradante, por instrumentos  de tortura concebidos por  mentes sádicas e doentias , cuja identidade dos inventores é desconhecida; talvez estes  permaneçam anônimos para evitar a dúbia imortalidade que viria de ter seu nome eternamente l a implementos tão infernais.

 Se os antigos instrumentos eram: A Roda de Despedaçamento, Açoite de ferro, Cadeira das Bruxas, Cadeira de Inquisição, Cavalete, Esmaga Cabeça, Forquilha do herege, Guilhotina, Mesa de Evisceração, Pêndulo,e  o Tronco.

 Os novos,  são  frutos da "modernidade",  e são: Palmatória, Cipó-de-boi, sufocamento, Pau-de-Arara, Cavalete, Massagem de Jornal Molhado, Margarida, Tapão nos Ouvidos, afogamento, e o pior de todos: as condições cruéis, desumanas e degradantes do sistema penitenciário, que não ressocializa,   não  reintegra e nem reeduca o preso. 

Na luta pela cidadania, justiça social e paz, não podemos os militantes e dirigentes de organizações de defesa, promoção e elaboração de políticas publicas voltada para os Direitos Humanos, de deixar passar em branco  neste dia mundial de combate á tortura a necessidade do julgamento e  condenação dos torturadores da ditadura militar  como passo indispensável  para a consolidação de uma sociedade verdadeiramente democrática e de um Estado comprometido com os direitos humanos.

Esta atitude  não significa,  revanchismo ou  violar  a Lei de Anistia de 1979, que abrange apenas crimes políticos e  eleitorais. Tortura e desaparecimento forçado não se encaixam nessas definições e, portanto, não podem ser anistiados.  A   Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, os apresenta como crimes contra a humanidade, considerando-os  imprescritíveis.  O empenho de alguns militares e de setores da mídia em manter o assunto é análogo  a denotada condescendência que setores da polícia, do Ministério Publico e do Judiciário têm com alguns crimes  cometidos por representantes do Estado.

Defendemos a responsabilização jurídica dos agentes públicos que cometeram crimes de tortura e desaparecimento forçado e extermínio,  para que se  resgate  as verdades histórica e jurídica da época da ditadura fazendo parte da nossa  campanha pelo Direitos a Verdade e a Memória . Significa um primeiro  passo rumo à conscientização ampla de que o Estado não pode, em hipótese  alguma, promover ou compactuar com qualquer espécie de crime. Manter os  culpados escondidos e impunes  é  aumentar e fortalecer a onda que  teima em louvar a impunidade no Brasil, a de ontem e a de hoje.

Clamamos e trabalhamos  por um outro mundo possível. Tempos novos,   de uma humanidade humanizada. Tempos de uma barbárie vencida, cuja ação ficará apenas nas lembranças do passado!

Deixe um comentário

Arquivado em Não categorizado

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s